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A Transparência Internacional, organização global de combate à corrupção, também criticou a anulação das provas da Odebrecht e a falta de transparência nos acordos de leniência.
“Não é digno que o Brasil se torne um cemitério de provas sobre a corrupção transnacional”, declarou Bruno Brandão, diretor-executivo da entidade, destacando que informações sobre subornos confessados pela Odebrecht em mais de dez países permanecem sigilosas há quase uma década.
Além disso, a Transparência Internacional classificou a decisão de Toffoli de anular as ações contra o ex-ministro Antônio Palocci como mais um retrocesso na luta contra a corrupção, alertando para os impactos dessas decisões na credibilidade do STF.
Diante desse cenário, a OEA recomendou que o Brasil adote medidas para fortalecer a integridade dos processos de combate à corrupção, incluindo:
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Revisão das normas dos acordos de leniência, garantindo maior transparência e efetividade na fiscalização;
Correção de falhas nos processos de combate à corrupção, evitando brechas jurídicas que favoreçam a impunidade;
Tipificação do enriquecimento ilícito como crime, alinhando o Brasil a padrões internacionais mais rigorosos.
Em fevereiro de 2024, Toffoli suspendeu o pagamento de R$ 8,5 bilhões em multas da Odebrecht, estabelecidas no acordo de leniência firmado com o Ministério Público Federal (MPF).
Além disso, o STF autorizou a renegociação de outros acordos de empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato, que, no total, deviam cerca de R$ 12 bilhões aos cofres públicos.
Com essa revisão, o governo concedeu um desconto superior a R$ 5,7 bilhões, levantando questionamentos sobre um possível enfraquecimento das políticas anticorrupção no país.

