Enquanto verba carimbada enviada por Tarcísio de Freitas mofa nas UBSs, município amarga fila crônica de 627 dias por exames e consultas especializadas.
Olha, isso aqui é uma matéria de jornalismo investigativo legítima, escrita pelo Artur Pilar para o Jornal Santa Notícia!
O APAGÃO DA TELEMEDICINA EM SANTA CRUZ: RECURSOS CARIMBADOS, FILAS DE DOIS ANOS E O SILÊNCIO DO PODER
Por Artur Pilar (Com colaboração de Helena Real)
"Só não vê quem é cego de moral."
No início da década de 1960, a agência espacial americana, a NASA, enfrentava o maior desafio tecnológico da história: monitorar em tempo real a saúde, os batimentos cardíacos e as funções vitais de astronautas enviados ao espaço profundo, a milhares de quilômetros de distância da Terra.
Nascia ali, de uma necessidade extrema e da engenharia militar dos Estados Unidos, a ciência da Telemedicina.
Em 1967, o Hospital Geral de Massachusetts já ligava médicos da capital a postos de saúde isolados através de ecrãs de televisão e linhas de telefone para salvar vidas de forma simples, rápida e eficaz.
Curar à distância era o futuro.
Mas em Santa Cruz do Rio Pardo, o futuro foi sequestrado pelo passado.
O modelo político que governa a nossa cidade há mais de dez anos
— e que na última eleição balançou de forma histórica, sustentando-se no poder por uma diferença minúscula de apenas 125 votos
— mostra claros sinais de esgotamento e decadência.
O povo cansou do assistencialismo de gabinete.
Corta o cenário para o interior paulista, em pleno ano de 2026.
No jornalismo independente e de alta voltagem conduzido pela bancada da Equipe 220 Volts, aprendemos que o rastro da incompetência e do oportunismo político não se apaga com asfalto fresco, tinta de reforma ou propaganda maquiada no Instagram ou no Facebook.
Apaga-se confrontando a dureza dos factos, das leis e dos documentos.
Neste domingo, o Jornal Santa Notícia abre a caixa-preta da saúde municipal e revela como essa mesma tecnologia
— que o mundo usa para voar
— virou o maior pesadelo dos "donos da cidade" para manter a população refém de um sistema arcaico e humilhante.
O contraste é violento: o governo de Tarcísio de Freitas enviou os recursos do IGM SUS Paulista, o dinheiro saiu e o rastro digital da Secretaria da Fazenda carimbou a transferência. No entanto, o polémico Edital 10/2026 virou um buraco negro: a prefeitura mantém R$ 1,2 milhão travados na máquina administrativa, enquanto computadores mofam nas UBSs e o cidadão comum amarga uma fila de espera oculta de 627 dias (dois anos) por exames e consultas que a tecnologia estadual, que é 100% gratuita para o município, resolveria em minutos.
O "Limbo" Digital Planejado e a Realidade das UBSs
O abandono do programa de telessaúde (TeleAPS / Saúde Digital SP) por exatos 627 dias não é uma simples falha técnica ou falta de dinheiro; é um atraso crônico estruturado.
O Governo do Estado de São Paulo já investiu bilhões
— REPITO, BILHÕES
—a tecnologia está paga pelo seu imposto estadual e o sistema está pronto para rodar. Santa Cruz do Rio Pardo foi uma das primeiras cidades da região a aderir de imediato e o rastro oficial da Secretaria da Fazenda (Sefaz-SP) confirma a transferência de R$ 1,2 milhão com status de "Concluído/Pago".
A prefeitura só precisava gerir as agendas e abrir as telas dos computadores nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).
Mas o que se vê na rede básica é um cenário de abandono tecnológico: computadores mofando nas gavetas, falta de treinamento de pessoal e o progresso trancado a sete chaves. A conta é simples, mas amarga na pele do povo humilde: quanto mais a fila do SUS trava, mais as salas das clínicas físicas de parceiros e aliados enchem.
Por que o jovem de Santa Cruz consegue resolver toda a sua vida, compras e bancos com um clique pelo celular, mas é obrigado a enfrentar o asfalto frio da madrugada na fila do posto por um encaminhamento de papel de 50 anos atrás?
O desabafo popular expõe a engrenagem cruel: quem tem dinheiro paga e resolve "rapidinho", quem é humilde mofa na fila oficial enquanto R$ 1,2 milhão da telemedicina estadual seguem trancados nos cofres da prefeitura.
O Cruzamento dos Dados: A Matemática Cruel do Descaso
O nó cego dessa engrenagem fica evidente quando cruzamos as dotações carimbadas do Edital 10/2026 com o tempo de sofrimento da população.
Enquanto a dotação orçamentária do convênio estadual dorme em berço esplêndido nas contas da prefeitura, o sistema de regulação local acumula uma fila crônica.
Este é o contraste mais cruel do assistencialismo: de um lado, o discurso populista que finge cuidar dos mais humildes; do outro, a realidade fria de famílias inteiras amargando 627 dias de espera por um exame.
O dinheiro enviado pelo governo estadual de Tarcísio de Freitas estava carimbado para salvar vidas e modernizar a saúde.
Ao reter esse R$ 1,2 milhão na burocracia, a gestão não castiga a oposição; castiga o cidadão da periferia que não tem alternativa a não ser esperar.
São exatos 627 dias de atraso para consultas especializadas e exames que deveriam ser laudados via satélite ou fibra ótica em tempo recorde.
O gargalo não é logístico; é político. R$ 1,2 milhão parados geram rendimentos para o banco ou cobrem buracos de caixa de uma máquina inchada, enquanto o paciente da periferia aguarda na fila por uma ultrassonografia, uma consulta cardiológica ou um exame de imagem que o programa Saúde Digital SP resolveria sem que o cidadão precisasse sair do seu bairro.
O APAGÃO DA TELEMEDICINA: CLÃ TORRA R$ 550 MIL EM PROPAGANDA ENQUANTO PERIFERIA PADECE SEM MÉDICO
Coluna do Artur abre a caixa-preta do Edital 10/2026, expõe crime fiscal contra a LRF e detalha a baixaria que gerou Comissão Processante na Câmara.
O Crime Fiscal da Verba Carimbada: Violação à LRF
Além do drama humano, o congelamento dessas dotações esbarra na ilegalidade técnica.
À luz da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), reter repasses vinculados e carimbados da saúde para maquiar o fluxo de caixa ou aplicar recursos de forma diversa daquela pactuada configura uma grave afronta à gestão fiscal responsável.
Enquanto o Executivo "senta em cima" de R$ 1,2 milhão enviados especificamente para a Saúde Digital e acumula o fantasma do CAUC, a prefeitura torra mais de R$ 550.000,00 do dinheiro do povo em propagandas de TV e mídias pagas, tentando vender a illusions de uma "cidade perfeita" e idealizada que só existe no marketing.
O dinheiro público tem endereço e finalidade descritos em lei, mas a prioridade do sistema é o circo: gastam-se horrores dos cofres públicos com meras três horas de shows luxuosos para enganar a população, enquanto o rastro digital da saúde definha por falta de gestão.
Para quem busca entender a raiz ideológica e o início desse modelo de governar focado na propaganda e no assistencialismo de gabinete, o rastro histórico não mente: as imagens do prefeito abraçado com o presidente Lula revelam a verdadeira cartilha política que inspira a atual gestão.
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| Registro histórico que ajuda a compreender as raízes do modelo político baseado em assistencialismo de gabinete e forte aparato publicitário, social-democracia |
A Manobra dos Uniformes Esquecidos: Marketing de Fachada
Essa obsessão pela imagem em detrimento dos serviços essenciais ganhou um capítulo vergonhoso na educação...
Em uma clara tentativa de faturar politicamente e desviar o foco das cobranças, a prefeitura montou uma operação de marketing para entregar vestuários escolares.
O que eles não contavam para o povo é que esses mesmos uniformes ficaram guardados e esquecidos em depósitos por anos, mofando longe das crianças enquanto o governo esperava o momento eleitoral mais conveniente para "capitalizar" a entrega.
É a política do espetáculo: gasta-se com propaganda, retém-se o direito dos alunos em depósitos e joga-se o município no Cadastro de Inadimplência da União (CAUC).
Com o nome "sujo" no Serasa Federal, a cidade perde verbas e sofre cobranças crônicas de juros pelo não uso dos recursos da telessaúde, mas o marketing de fachada continua operando a todo vapor para esconder a insolvência fiscal.
Desviar a finalidade ou omitir a aplicação de verba carimbada é uma violação técnica gravíssima da LRF, passível de rejeição de contas e sanções severas pelos órgãos de controle.
Do Cabide de Empregos ao Apagão: Onde Está a Câmara?
Esse desrespeito flagrante com a Moralidade Administrativa não é um caso isolado, mas um sintoma de um governo habituado a testar os limites da lei.
O rastro do oportunismo é o mesmo.
Recentemente, a força da lei precisou agir de forma implacável na pasta do ensino local: uma intervenção cirúrgica do Ministério Público desmoronou o escandaloso cabide de empregos que abrigava apadrinhados políticos em contratações totalmente irregulares na Educação.
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| Imagem conceitual da Coluna do Artur no Jornal Santa Notícia mostrando um lobo disfarçado de ovelha, ilustrando a crítica sobre o rastro político em Santa Cruz do Rio Pardo. O rastro de colapso fiscal que tenta se disfarçar de salvação para enganar o povo humilde. |
Abra os olhos, Santa Cruz!
O rastro histórico de destruição administrativa não se apaga com promessas maquiadas. Quem desestruturou a saúde pública local no passado, exportou o mesmo modelo de colapso para a cidade vizinha de Ourinhos e agora tenta retornar à cena sob o pretexto de reestruturação.
Cuidado com o lobo em pele de cordeiro: quem quebrou lá fora, não conserta aqui dentro.
O povo exige respeito e memória!
Se o MP precisa intervir para restabelecer a moralidade e limpar a máquina pública nas escolas, quem garante que o mesmo "modus operandi" de favorecimento não está operando por trás do travamento de R$ 1,2 milhão da saúde?
Diante de tamanha gravidade, a pergunta que ecoa nas ruas de Santa Cruz é uma só: onde está a fiscalização da Câmara Municipal?
O papel constitucional dos vereadores é vigiar o cofre e cobrar eficiência, mas o silêncio da maioria do legislativo diante de uma fila oculta de dois anos e de verbas estaduais mofando nas contas é ensurdecedor.
A leniência de quem deveria fiscalizar transforma o plenário em um puxadinho do Executivo e deixa a periferia desamparada.
Essa paralisia reflete a anatomia de um fim de ciclo.
Uma liderança que já soma mais de uma década na cadeira perdeu a capacidade de inovar e de dialogar.
O resultado dessa fadiga do poder é o atual apagão administrativo.
Aquela margem estreita de 125 votos que decidiu a última eleição não foi um detalhe; foi o último aviso de um povo que já começou a abrir os olhos e que recusa a herança do atraso.
DO CAUC AO PLENÁRIO: A ANATOMIA DA HIPOCRISIA QUE TRAVOU A SAÚDE DE SANTA CRUZ
Entre shows milionários e uniformes escolares mofados em depósitos, governo tenta criar cortina de fumaça para esconder rombo orçamentário.
O Baixo Nível no Plenário: O Ataque como Cortina de Fumaça
Diante do ralo que engole a saúde de Santa Cruz, a pergunta que fica é uma só:
qual é o limite que o ser humano está disposto a ultrapassar para manter o poder?
Pelo visto, para o atual sistema, o limite não existe quando o assunto é proteger o próprio clã.
Enquanto o povo padece nas filas e as leis fiscais são atropeladas, o cenário político local atinge níveis surreais de degradação institucional.
Em vez de respostas técnicas sobre o dinheiro travado, parte da base governista escolhe a tática do ataque pessoal violento para tentar calar quem cobra.
O exemplo mais ultrajante e abusivo veio do vereador e médico Dr. Mauro Assis
— filho do atual prefeito
—, que em plena atividade legislativa desceu ao nível do impensável ao proferir insinuações grotescas sobre a infância do presidente da Câmara, Juninho Souza, questionando de forma vil se ele teria sido vítima de abuso quando criança.
Essa agressão inaceitável gerou uma reação imediata e culminou na abertura de uma Comissão Processante por quebra de decoro parlamentar contra o filho do prefeito, aprovada por 7 votos a 5 no plenário.
Para piorar o espetáculo, na segunda-feira seguinte, o próprio pai
— que também é médico e chefe do Executivo
— correu para os microfones da rádio local, a Band FM de Santa Cruz, em uma tentativa desesperada de desmistificar o óbvio e abafar o escândalo.
O prefeito entrou no ar para passar pano sujo e estender um tapete de impunidade sobre as atitudes do "filhinho mimado e mal-educado", que, na mente delirante do pai, está sendo moldado para ser o futuro prefeito da cidade.
Não há limites para quem está desesperado para manter o poder!
Quando faltam argumentos técnicos para explicar o dinheiro travado da saúde, o sistema apela para o esgoto da política, transformando o plenário num circo de ataques pessoais
Ao tentar desmentir o vereador Juninho Souza publicamente, o chefe do Executivo usou o palanque de rádio para criar uma fumaça política, tentando salvar o herdeiro do clã a qualquer custo e jogando a moralidade pública no lixo.
O episódio deixa claro o tamanho do desespero do sistema: usam a baixaria no plenário e o palanque de rádio para tentar desestabilizar Juninho Souza, um parlamentar que historicamente tem se mantido firme na trincheira de luta pelo povo humilde.
É a velha política tentando transformar o debate público em um circo de horrores para esconder o ralo que engole os recursos da Saúde Digital paulista.
À luz do direito público, esperar quase dois anos por um serviço de Saúde Digital que é 100% GRATUITO para o município configura uma grave violação ao Princípio da Eficiência (Art. 37 da Constituição Federal) e Dano ao Erário por Omissão.
Modernizar a rede básica significaria dar independência ao munícipe e acabar com o "favorzinho" de gabinete e a lucrativa engrenagem das guias eleitorais.
Preferem ver a Dona Maria chorar na fila da madrugada do que libertar o povo através da tecnologia.
NOTA DA DIREÇÃO JURÍDICA E DE JORNALISMO (RESPALDO CONSTITUCIONAL)
O Jornal Santa Notícia e a bancada investigativa da Equipe 220 Volts reiteram que toda a narrativa fática exposta nesta edição encontra-se rigorosamente ancorada em lastro documental oficial, incluindo extratos de transferências da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP), editais do poder executivo local, dados públicos do Cadastro de Inadimplência da União (CAUC), além dos registros oficiais de tramitação e aditamentos de urgência protocolados perante o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) sob o nº 0420.0000178/2026.
Este periódico atua sob a égide intransponível dos pilares democráticos esculpidos na Constituição Federal de 1988:
- Da Liberdade de Imprensa e de Crítica Política (Art. 220, CF):
- O Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento histórico da ADPF 130, pacificou que a crítica jornalística a agentes públicos, ainda que ácida, veemente e contundente, é direito indissociável da democracia, não configurando abuso quando voltada à fiscalização de atos administrativos e verbas públicas.
- Do Direito à Informação e Interesse Público (Art. 5º, XIV, CF):
- O direito do cidadão de Santa Cruz do Rio Pardo de saber o destino e o represamento de R$ 1,2 milhão carimbados para a saúde sobrepõe-se a qualquer tentativa de blindagem ou conveniência política.
- Do Sigilo da Fonte (Art. 5º, XIV, in fine, CF):
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