Decisão do Copom coloca Brasil na quarta posição entre os países com a maior taxa de juros real do mundo
O Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou nesta quarta-feira (19) o aumento de um ponto percentual na taxa básica de juros (Selic), que saiu de 13,25% para 14,25%, a 4ª maior do mundo.
O anúncio significa a quinta alta seguida na Selic.
Com a decisão do Copom, ligado ao Banco Central, o Brasil terá uma taxa real de 8,79%.
A Turquia lidera o ranking, com 11,9%, seguida por Argentina, com 9,35%, e Rússia, com 8,91%.
Entre analistas do mercado, a expectativa é que a Selic tenha novos aumentos para conter a inflação.
As próximas reuniões do Copom foram marcadas para acontecer nos dias 6 e 7 de maio.
A taxa básica de juros é usada em negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic).
É uma referência para as demais taxas da economia.
O Banco Central faz operações de mercado aberto, comprando e vendendo títulos públicos federais, para manter a taxa de juros próxima do valor definido na reunião.
Se o Copom aumenta os juros, encarece o crédito, contém a demanda, e, neste cenário, os preços baixam, porque as pessoas estão com menos dinheiro para consumir.
Além da Selic, os bancos consideram outros fatores para definir os juros, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.
O comitê ligado ao BC reúne-se a cada 45 dias.
No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre as economias brasileira e mundial, além do comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, definem a taxa de juros.
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