O Cardápio da Hipocrisia: Entre Picanha, Bacalhau e Vassouras Pagas por Famílias em Santa Cruz

🚨 BOMBA EM SANTA CRUZ: OUÇA O PRONUNCIAMENTO DO PRESIDENTE DA CÂMARA!

A investigação da Equipe 220 Volts ganhou um novo capítulo explosivo. Além das notas fiscais de materiais básicos pagos pelas famílias enquanto falta responsabilidade na Educação, o vereador Juninho Souza enviou um áudio exclusivo à nossa redação cobrando explicações severas da Prefeitura!
A cidade está rachada e o povo não aceita mais respostas vazias.

👉 Ouça o áudio sem cortes e veja a matéria completa no nosso portal:

O Cardápio da Hipocrisia: Entre Picanha, Bacalhau e Vassouras Pagas por Famílias em Santa Cruz

🎙️ PRONUNCIAMENTO EXCLUSIVO: Ouça a denúncia de Juninho Souza

Devido às restrições de segurança do servidor, clique no botão abaixo para reproduzir a gravação enviada pelo presidente da Câmara diretamente na nuvem do jornal:

Enquanto a cúpula política de Santa Cruz do Rio Pardo se envolve em um espetáculo público medindo forças sobre contas de restaurantes de luxo pagas com dinheiro público, o chão das escolas municipais enfrenta uma realidade indigesta.

Por Equipe de Redação 220 volts J S N 
Enquanto a cúpula política de Santa Cruz do Rio Pardo se digladia em um espetáculo público digno de ringue, discutindo quem comeu picanha e quem saboreou bacalhau às margens da Rodovia Castello Branco com dinheiro dos impostos, a realidade no chão das escolas municipais engole um gosto amargo. Afinal, enquanto as autoridades medem forças para ver quem devolve primeiro cerca de quinhentos reais de contas de restaurante, falta o básico para o funcionamento das creches e colégios da nossa cidade.
O alerta e a indignação foram levados ao debate público pelo vereador Professor Duzão, que expôs um cenário preocupante de transferência silenciosa de responsabilidades da Prefeitura para a comunidade escolar. Notas fiscais apresentadas publicamente revelam que as Associações de Pais e Mestres (APMs) — mantidas com o esforço financeiro das famílias — estão sendo obrigadas a arcar com despesas ordinárias que deveriam ser garantidas pelo orçamento municipal.
A Era Dr. Otacílio e as Raízes da Centralização (2013-2020)
O cenário de escassez e o cabo de guerra travado hoje na educação de Santa Cruz do Rio Pardo não surgiram do nada. Para compreender o presente, é preciso examinar os primeiros oito anos de gestão do Prefeito Dr. Otacílio Parras Assis. Foi entre 2013 e 2020 que se consolidou um modelo de governo fortemente centralizado, onde as decisões sobre as diretrizes escolares e a aplicação de recursos eram mantidas sob mão de ferro no gabinete do Executivo, muitas vezes ignorando os apelos dos profissionais do magistério e das comunidades locais.
Durante esse primeiro ciclo de poder, a gestão desenhou o Plano Municipal de Educação (PME), mas o que se viu na prática foi o sufocamento da autonomia das escolas. As queixas de falta de investimentos estruturais nas unidades de ensino básico e o represamento de demandas históricas dos servidores da educação começaram ali. Esse estilo centralizador de governar plantou as sementes do desgaste que agora, anos mais tarde, explode na forma de denúncias sobre falta de materiais básicos e desamparo administrativo.
A Sucessão de Diego Singolani e o Retorno pelo "Ego do Poder" (A Margem de 125 Votos)
O segundo capítulo dessa engrenagem política se consolidou na tentativa de transferir o comando da cidade para o sucessor indicado pelo grupo, Diego Singolani. No entanto, a herança dessa continuidade administrativa cobrou um preço alto da população. Sob forte bombardeio e críticas severas devido à deterioração nos serviços essenciais da saúde pública local, a insatisfação popular pavimentou o caminho para uma manobra clássica de manutenção de hegemonia: o retorno do próprio Dr. Otacílio às urnas.
Mais do que uma escolha natural, o desfecho das eleições escancarou um município profundamente fraturado. Os dados oficiais revelam um cenário de divisão cirúrgica: Dr. Otacílio venceu a disputa com 12.456 votos (50,25%) contra os 12.331 votos (49,75%) obtidos por Diego Singolani. Essa diferença histórica e miserável de apenas 125 votos joga por terra qualquer narrativa de aprovação unânime. Ela serve como prova incontestável de que quase metade dos eleitores rejeita o projeto político desse grupo. O resultado expõe que a obsessão em controlar a máquina pública e o "ego do poder" sufocam Santa Cruz do Rio Pardo, resultando na atual asfixia da rede educacional, onde falta verba até para a compra de vassouras.
Respostas Vazias e Falta de Fundamento
A gravidade dos fatos motivou questionamentos diretos e requerimentos sobre a legalidade das portarias 595 e 596/2026 emitidas pelo Executivo, levantando suspeitas de má-fé na condução das políticas educacionais. No entanto, a reação da Secretaria de Educação aumentou o clima de revolta.
Em manifestação recente, o Professor Duzão criticou duramente as falas da secretária titular da pasta, classificando os esclarecimentos oficiais como vazios e sem qualquer fundamento. A ausência de respostas concretas para perguntas simples — como quanto as APMs arrecadam e o que a Prefeitura de fato fornece — evidencia um preocupante deficit de transparência e respeito à população.
O portal Jornal Santa Notícia segue acompanhando de perto o desenrolar dessa prestação de contas. O espaço permanece aberto para que a Secretaria Municipal de Educação e o gabinete do Prefeito enviem esclarecimentos detalhados sobre as notas fiscais emitidas e o real destino das verbas carimbadas que deveriam proteger o futuro dos nossos jovens. A grande pergunta que a cidade exige ver respondida longe dos palanques e das câmeras é uma só: afinal, quem está comprando o saco de lixo?
O Outro Lado da Moeda: 
Presidente da Câmara cobra explicações sobre gastos com alimentação
A indignação com as prioridades da administração municipal também ecoou fortemente na liderança do Poder Legislativo. O vereador e presidente da Câmara Municipal, Juninho Souza, utilizou suas redes sociais para expor e questionar duramente os gastos com viagens e alimentação da cúpula do Executivo. Em vídeo publicado em sua página oficial, o parlamentar cobrou explicações sobre uma única refeição oficial do prefeito que custou mais de R$ 700 reais aos cofres públicos, incluindo a polêmica cobrança de R$ 500 reais em um único prato de bacalhau.
Juninho Souza reforçou que o papel do vereador é fiscalizar a realidade da cidade e exigir o respeito com o dinheiro do trabalhador, contrastando o luxo dessas despesas com o abandono enfrentado nos serviços e estruturas básicas do município.
🎥 Assista ao posicionamento completo: 
O vídeo com a denúncia e os detalhes levantados pelo presidente da Câmara está disponível na página oficial do parlamentar no Facebook. 
📑 Fontes Oficiais Consultadas (Utilidade Pública)
Para garantir a transparência do processo jornalístico e o livre acesso à informação, listamos as bases de dados públicas, os procedimentos oficiais e os marcos regulatórios que fundamentam esta reportagem:
  • Resultados e Dados Eleitorais Oficiais: Os dados consolidados sobre o eleitorado, a votação e a margem de votação no município de Santa Cruz do Rio Pardo foram extraídos do sistema de estatísticas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP).
  • Decisões e Processos do Judiciário: As informações de caráter jurídico e atos de improbidade citados estão fundamentados nos acórdãos e movimentações processuais públicas disponibilizadas nos portais oficiais do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP) e do Supremo Tribunal Federal (STF).
  • Fiscalização Orçamentária: A consulta a notas fiscais, empenhos e aplicação de recursos do Plano Municipal de Educação (PME) obedece aos critérios estabelecidos pela Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011) e pelas diretrizes de controle externo estipuladas pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP).
  • Nota de Redação (Princípio do Contraditório): O espaço editorial deste veículo permanece integralmente aberto às manifestações formais da Prefeitura Municipal de Santa Cruz do Rio Pardo, da Secretaria Municipal de Educação e de todas as autoridades citadas para o envio de esclarecimentos adicionais e notas de posicionamento

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