Entre dezembro e fevereiro, moradores observaram o pouso de aeronaves de grande porte, incluindo um C-17 Globemaster III, modelo de transporte estratégico da Força Aérea dos Estados Unidos.
A aeronave aterrizou com armamentos e munições destinados às manobras previstas no cronograma bilateral.
O primeiro solo formal ocorreu em 10 de janeiro. Conforme divulgado pelo jornal paraguaio La Nación, o voo trouxe material bélico e integrantes do 7º Grupo de Forças Especiais do Exército dos Estados Unidos, unidade especializada em guerra não convencional e capacitação internacional.
A operação compõe o Programa de Respostas a Crises e Contingências. O treinamento é direcionado a dezenas de militares do Batalhão Conjunto de Forças Especiais do Paraguai.
A duração prevista é de meses, com atividades programadas ao longo do primeiro semestre de 2026, podendo se estender.
As Forças Armadas paraguaias confirmaram a presença de militares norte-americanos no país, mas não detalharam o efetivo total envolvido.
Informaram que os conteúdos incluem primeiros socorros, medicina de combate e procedimentos de resposta a emergências.
O ingresso das tropas estrangeiras e do material bélico foi autorizado pelo Congresso Nacional do Paraguai, conforme exigência constitucional para operações dessa natureza.
Paraguai e Estados Unidos mantêm cooperação militar há décadas, com frente em exercícios conjuntos, capacitação técnica e apoio humanitário.
Entre agosto e novembro de 2025, os dois países formalizaram novo acordo para ampliar essa parceria, ampliando a integração em programas de treinamento e resposta operacional.
Agora, neste mês de março, foi concluída a fase de desembarque completo dos equipamentos e do contingente envolvido na missão.

