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| Daniel Vorcaro, dono do Banco Master Foto: Reprodução/YouTube Esfera Brasil |
As investigações da Operação Compliance Zero, detalhadas em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), revelaram trocas de mensagens pelo WhatsApp entre Vorcaro e seus principais colaboradores.
O material expõe a existência de uma estrutura denominada “A Turma”, usada para intimidação e monitoramento ilegal.
O conteúdo das mensagens, segundo a PF, envolve o núcleo de “intimidação e obstrução de justiça”, liderado por Luiz Phillipi Mourão, apelidado de “Sicário”.
Em uma das conversas, Vorcaro ordena um ataque ao jornalista Lauro Jardim após a publicação de notícias contrárias aos seus interesses:
“Quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes.
Num assalto”.
Mourão responde positivamente, e a PF considera o diálogo um indício de tentativa de forjar um crime para silenciar a imprensa.
Em uma mensagem, ao sentir-se ameaçado por uma empregada, o banqueiro escreve: “Empregada Monique me ameaçando.
É mole? Tem que moer essa vagabunda”, ordenando em seguida que Mourão levantasse o endereço dela
Mourão, que coordenava “A Turma”, recebia repasses mensais de R$ 1 milhão para realizar os atos de coação, segundo as investigações.
As apurações também apontam que o controlador do Banco Master usava o aplicativo para coordenar pagamentos a servidores do Banco Central.
Em mensagens com sua funcionária Ana Claudia, Vorcaro confirmava os valores astronômicos destinados ao grupo. www.jornalsantanoticia.com.br

