O advogado de defesa, Fabio Costa, classificou a decisão como “absurda” e informou que buscará revertê-la ainda nesta semana.
Segundo ele, Carlos Alberto nunca prestou depoimento formal e, por isso, não forneceu detalhes sobre o dia do desaparecimento da filha.
A defesa também criticou a interpretação da polícia de que o pai demonstrou “frieza” ao falar sobre o caso.
Prisão decretada
Também neste sábado, a Polícia Civil prendeu Maicol Antônio Sales dos Santos, de 27 anos, apontado como o dono do Toyota Corolla que perseguiu Vitória minutos antes de seu desaparecimento, na madrugada do dia 27 de fevereiro, na Grande São Paulo.
A prisão ocorreu após a Justiça aceitar um pedido de prisão preventiva apresentado pelos investigadores.
A principal evidência que levou à detenção de Maicol foi o depoimento da esposa, que desmentiu a versão do suspeito.
Em sua declaração à polícia, Maicol afirmou que estava em casa com a esposa na noite do desaparecimento de Vitória.
No entanto, a mulher declarou que passou a noite na casa da mãe e que só se encontrou com o marido no dia seguinte.
Além disso, vizinhos relataram movimentações suspeitas na casa de Maicol naquela noite. O veículo, que geralmente ficava estacionado do lado de fora, não estava no local no momento do crime.
O suspeito alegou que o carro permaneceu na garagem, mas sua versão não convenceu os investigadores.
Diante dessas contradições, a Justiça autorizou a prisão temporária de Maicol por 30 dias, enquanto as investigações avançam.
A Polícia Civil espera ouvir novas testemunhas nesta semana para esclarecer o envolvimento de cada um dos investigados.
Caso Vitória:
— Luli (@crisdemarchii) March 10, 2025
Polícia coloca pai de Vitória como suspeito do crime. pic.twitter.com/n8MCJ5iraG
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