A força da bomba causou um movimento abrupto no corpo de Flaviane.
Ela acabou fraturando a vértebra C5 e quebrando as C6 e C7 da cervical.
– Foi um milagre ter sobrevivido e não ter perdido os movimentos.
(…) [O sugador] me puxou com tudo e eu fiquei presa ali embaixo.
Fiquei tentando puxar e eu jurava que ia morrer afogada.
(…) Consegui tirar um pouco de cabelo e coloquei a boca um pouquinho pra fora e gritei ‘socorro’.
E aí eu afundei de novo
– disse ela ao G1, de onde são as informações.
Inicialmente, o companheiro de Flaviane acreditava que ela estaria brincando.
Ele percebeu a gravidade da situação quando ela não respondeu de volta.
O marido conseguiu puxá-la de volta à superfície e tirá-la da piscina.
Segundo os médicos, no entanto, essa retirada do local poderia ter sido fatal por causa das vértebras quebradas.
Uma ambulância foi acionada.
Flaviane foi levada para o hospital de Capão da Canoa, já imobilizada. Cerca de 12 horas depois ela foi transferida para Porto Alegre, capital do estado.
No dia 7 de fevereiro, a empresária foi operada. A alta do hospital aconteceu no dia 11 daquele mesmo mês.
Flaviane acredita em negligência na segurança da piscina.
Ela busca justiça contra a dona da casa.
A empresária apontou que uma tela de proteção poderia salvar vidas.
– É uma telinha de proteção que não deixa sugar o cabelo, e isso pode salvar tantas vidas.
Ela faz fisioterapia e está afastada de suas atividades diárias, além de enfrentar limitações no movimento do pescoço e na sensibilidade dos dedos.

