🎥 VÍDEO: Morador da Rua Dr. Francisco de Abreu Sodré, 220, Bairro Estação, flagra abandono na rua do Museu Ernesto Bertoldi (nº 140). CEP 18915-114
O PARADOXO DA RUA 220: O MUSEU SEM RUA E O SECRETÁRIO SEM ROTEIRO
Por Artur Pilar | Santa Cruz do Rio Pardo/SP
Quem acorda cedo no Bairro Estação para pegar o ônibus já entendeu o jogo da velha política local. Enquanto a gestão encena discursos inflamados sobre turismo, cultura e progresso, o que vemos nas redes é uma ficção bem produzida sobre o que simplesmente não existe.
Não temos nada, zero!
..O que vemos nas redes é uma ficção bem produzida sobre o que simplesmente não existe.
Não temos nada, zero!...
Só porque alguém um dia usou uma boia e desceu o Rio Pardo, acham que o turismo está resolvido?
É aceitável resumir tudo a isso e esquecer o resto?
Cadê o turismo de verdade? Onde está?
O que existe, e muito, são shows de ilusão, regados a euforia de 3 horas que somem com a nossa grana pública.
Enquanto isso, cadê a telemedicina prometida?!
Cadê?!
A realidade nua e crua esfola-se no asfalto: a mesma rua que abriga o acervo histórico da cidade não permite sequer que o morador saia de casa sem rasgar um pneu.
a degradação das nossas ruas após 12 anos de promessas
asfalto frio custa menos na hora, mas custa 3x mais caro para o povo em 12 anos
12 anos no poder, 125 votos de diferença e Santa Cruz um queijo suíço
1º ATO: O CONTRIBUINTE QUE SÓ EXISTE NA HORA DE PAGAR
A Rua Dr. Francisco de Abreu Sodré, altura do nº 220 - CEP 18915-114 - Lat -22.8994 / Long -49.63155, não é cenário fantasma.
Lá tem hidrômetro da SABESP, relógio da CPFL e, acima de tudo, o boleto pontual do IPTU.
O morador flagrado no vídeo sintetizou a farsa com sabedoria popular:
“Se cobra água, cobra luz, cobra IPTU, tem que ter documento, né?
Se não tiver documento não instala nem água e nem luz.”
"Se não tiver documento não instala nem água e nem luz."
No mais básico do Direito Administrativo: o poder público não pode tributar o cidadão e, no momento seguinte, alegar "irregularidade" para não prestar o serviço.
Se o endereço serve para arrecadar, tem que servir para receber manutenção.
2º ATO: CORTINA DE FUMAÇA NA PORTA DO MUSEU
É aqui que o teatro da administração vira deboche. No nº 140 da MESMA RUA fica o Museu Histórico e Pedagógico Ernesto Bertoldi, equipamento sob tutela direta da Secretaria de Cultura.
O Secretário Joaquim de Andrade Neto (Neto Andrade) cruza os mesmos buracos que castigam a vizinhança para acessar o prédio que administra. Mas, em vez de acionar a zeladoria para despejar CBUQ quente, preferiu inverter a pauta e indagou se as famílias dali estavam "regularizadas".
Que turista visitará um museu cujo acesso parece uma cratera lunar? E se um visitante sofrer um infarto nessa "Cidade das Desilusões", cadê o médico? Cadê o socorro?
Que professora arriscará levar alunos para um trecho intransitável?
Em vez de manter um espaço estático focado apenas em folhear livros antigos
- que jovem vai folhear papel hoje?
-, aquele museu deveria ter 15 a 20 computadores de última geração.
Com internet de alta velocidade, a população estaria lá dentro, gerando fluxo, ocupando o espaço cultural. Mas vemos o reflexo de 12 anos de estagnação.
Como diz o ditado: "Pedra parada cria limbo". E Santa Cruz cansou de viver nessa lamparina.
3º ATO: O TURISMO DO PAPEL E O BURACO DA RUA
O abandono da Rua 220 é o espelho fiel de uma cidade que assiste a um retrocesso planejado. O Bairro Estação, vizinho à Rodovia Eng. João Baptista Cabral Rennó, sentido Parque das Nações, paga imposto em dia e recebe esquecimento crônico.
Segundo o Plano Municipal de Turismo oficial da Prefeitura, Santa Cruz tem 6 vocações: Histórico e Cultural (Museu Ernesto Bertoldi), Religioso (Gruta do Binão), Natural e Ecológico (Rio Pardo e Corrida de Boia), Turismo de Negócios (arroz e calçados), Esportivo e de Eventos (Rock Rio Pardo e Festa de Peão).
A pergunta é simples: como fomentar Turismo Cultural e de Negócios se a via de acesso ao principal museu, no nº 140 da mesma rua, está intransitável?
Como o turista da Gruta do Binão ou o empresário que vem comprar arroz e pão de alho vai avaliar uma cidade onde a rua do museu não tem manutenção?
Turismo não é cartaz bonito de Festa do Peão.
Turismo é rua com asfalto, é museu com computador, não com livro mofado na lamparina.
O veredito é curto: quem cobra IPTU tem a obrigação de entregar a rua. Se paga imposto, o cidadão existe. E se existe, exige respeito.
A verdade pertence a quem procura.
Por Artur Pilar
📑 SALVAGUARDA JURÍDICA:
Coluna de natureza opinativa e jornalística, protegida pelo Art. 5º, IV, IX, XIV e Art. 220 da CF. Baseada em registro videográfico e relato de morador da Rua Dr. Francisco de Abreu Sodré, 220, Bairro Estação, CEP 18915-114, e em dados públicos do Plano Municipal de Turismo sobre o Museu Ernesto Bertoldi (nº 140).
Menção ao Secretário Joaquim de Andrade Neto e ao Prefeito Dr. Otacílio Parras Assis se dá em razão do cargo, sem imputação criminal.
Espaço permanentemente aberto para resposta.
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