AOS 105 ANOS, DONA CAROLINA RELEMBRA A ERA DOS TRENS E DÁ EXEMPLO DE CIDADANIA EM S. C. R. P sp

A FORÇA DA DEMOCRACIA: AOS 105 ANOS, DONA CAROLINA RELEMBRA A ERA DOS TRENS E DÁ EXEMPLO DE CIDADANIA EM SANTA CRUZ DO RIO PARDO
JORNAL SANTA NOTÍCIA | SANTA CRUZ DO RIO PARDO - SP 🕒 às
Jornalista: Júlio Gilberto Gonçalves - MTb 34.567/SP | Santa Cruz do Rio Pardo - SP
Enquanto para muitos o voto é visto apenas como uma obrigação constitucional, para a santa-cruzense Carolina Colombo Tavares, ele é um direito sagrado conquistado a duras penas. 
No último domingo (25), durante o segundo turno das Eleições 2026, as lentes da região se voltaram para a Emef Professora Maria José Rios. 
Foi lá que Dona Carolina, esbanjando lucidez, passos firmes e um sorriso no rosto aos 105 anos de idade, deu uma verdadeira lição de civismo e provou ao mundo que a nossa cidade está mais viva do que nunca.
Para idosos acima de 70 anos, o voto no Brasil é facultativo. Mas para quem acompanhou de perto a evolução do país por mais de um século, ficar em casa assistindo à história passar nunca foi uma opção.
Um Século de História e Devoção à Família
Nascida em 29 de novembro de 1920 na cidade de Itápolis (SP), filha dos imigrantes Natal e Genoveva Colombo, Carolina cresceu no Brasil rural ao lado de nove irmãos. 
Foi em 1943 que sua trajetória se entrelaçou em definitivo com a de Santa Cruz do Rio Pardo, ao casar-se com Pedro Paulo Tavares.
Na mesma casa onde reside há mais de seis décadas, Dona Carolina construiu sua maior fortaleza: criou oito filhos e viu a árvore genealógica da família florescer em dezenas de netos, bisnetos e tataranetos. 
Católicos fervorosos, a rotina da matriarca é pautada pela fé, pelo terço diário, pelas linhas de costura que operou até recentemente e, claro, por um bom e tradicional cálice de vinho para acompanhar as refeições 
— o legítimo segredo de sua impressionante longevidade.
Conectada com o Mundo e Consciente de Seus Direitos
Quem pensa que a idade avançada isolou Dona Carolina do mundo exterior está completamente enganado. 
Espectadora assídua dos telejornais e debates políticos, ela faz questão de manter sua opinião afiada sobre os rumos do país.
"Ela quer votar porque é uma democracia e ela é uma mulher. Minha mãe é uma mulher ativa e sabe do direito dela como cidadã brasileira", revelou orgulhosa uma de suas filhas em entrevista à imprensa. 
Quando o voto feminino foi legalizado no Brasil, em 1932, Carolina era apenas uma menina de 11 anos. Hoje, aos 105, ela faz questão de usar a urna eletrônica para honrar essa conquista histórica.
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Viagens no Tempo: Os Quilômetros de Trilhos e as Lembranças do Trem
Para Dona Carolina, falar sobre o passado é reviver uma época em que o progresso de Santa Cruz do Rio Pardo chegava apitando sobre os trilhos. 
Quando ela se casou e mudou definitivamente para a cidade, em 1943, a Estação Ferroviária de Santa Cruz 
— uma imponente obra projetada pelo renomado arquiteto Ramos de Azevedo 
— era o centro de tudo.
Dona Carolina cansou de percorrer os cerca de 25 quilômetros de extensão do famoso Ramal de Santa Cruz até a vizinha Bernardino de Campos. 
Aquela viagem, que cortava as fazendas da região e passava pelo distrito de Sodrélia, levava mais de uma hora a bordo dos vagões de madeira puxados pelas imponentes locomotivas a vapor, as saudosas "Maria Fumaça". 
Era o coração da cidade: o café, as correspondências, as mercadorias e os tecidos para suas costuras só entravam em Santa Cruz por ali.
O ramal foi desativado em 15 de novembro de 1966. As linhas físicas desapareceram, mas os trilhos percorridos por Dona Carolina continuam intactos em sua memória centenária.
 Nostalgia pura: Imagem histórica da Estação Ferroviária de Santa Cruz do Rio Pardo restaurada em movimento através de inteligência artificial pelo Jornal SantaNotícia.)
...As linhas físicas desapareceram, mas os trilhos percorridos por Dona Carolina continuam intactas em sua memória centenária.

Nostalgia pura: Imagem histórica da Estação Ferroviária de Santa Cruz do Rio Pardo restaurada em movimento através de inteligência artificial pelo Jornal SantaNotícia.

🤝 Agradecimento Especial do Jornal Santa Notícia:
O registro em vídeo de 6 segundos acima foi possível graças à generosa cessão de imagens e fatos históricos de Santa Cruz do Rio Pardo/SP guardados pelo nosso amigo pessoal, Edilson Arcoleze Ramos de Castro.
 Agradecemos profundamente o apoio na preservação da memória da nossa terra!

O Mundo em 1920: Como era o planeta quando Dona Carolina nasceu?

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👁 VEJAM

O Mundo em 1920: Como era o planeta quando Dona Carolina nasceu?
  • O Voto Feminino não existia: 
  • As mulheres brasileiras só conquistaram o direito de votar em 1932, quando Carolina já tinha 11 anos.
  • A Tecnologia da Época: 
  • Não existia televisão (que só chegou ao Brasil em 1950) e o rádio comercial ainda dava os seus primeiros passos.
  • Iluminação e Transporte: 
  • As ruas dependiam de lampiões a gás ou querosene. O transporte urbano era dominado por cavalos, carroças e os primeiros bondes.
  • Medicina Antiga: 
  • O mundo se recuperava da Gripe Espanhola e antibióticos básicos como a penicilina ainda não haviam sido descobertos.
Santa Cruz Viva para o Mundo
O gesto de Dona Carolina Colombo Tavares ecoa além das fronteiras do nosso município. Em tempos onde o desânimo político frequentemente afasta os jovens das urnas, uma centenária cruza a cidade para depositar suas esperanças no futuro.
A história de Dona Carolina não é apenas um registro de longevidade, mas um manifesto de que Santa Cruz do Rio Pardo abriga um povo forte, consciente e pulsante. 
O Jornal SantaNotícia presta sua homenagem a essa grande mulher, cuja assinatura na lista de votação reafirma o valor mais puro da nossa liberdade.



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