O conteúdo foi revelado na série O Zap do Cid, publicada pelo UOL com base em mais de 77 gigabytes de dados extraídos pela Polícia Federal do celular de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
As mensagens foram trocadas em janeiro de 2023, período em que Jair Bolsonaro ainda era considerado elegível.
A revelação, no entanto, provocou um abalo imediato. Em sua defesa, Wajngarten minimizou o teor da mensagem e disse que ela refletia um contexto ultrapassado
— algo que, como se viu, não convenceu a cúpula do PL, tampouco a ex-primeira-dama.
Michelle, que atualmente comanda o PL Mulher, teria se irritado especialmente com a frase em que ele e Mauro Cid mencionam preferir Lula a ela, ainda que em tom privado e hipotético.
Segundo o colunista Igor Gadelha, do Metrópoles, foi ela quem determinou a demissão.
Jair Bolsonaro, por sua vez, também reagiu publicamente. Em entrevista, afirmou que trataria do caso com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto.
Reconheceu que Michelle “botava ordem na casa” e classificou a conversa entre Wajngarten e Cid como “besteira” trocada em um momento inoportuno.
Apesar da tentativa de relativizar o episódio, a demissão foi consumada.
