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A dose contra chikungunya, porém, é contraindicada para gestantes e indivíduos imunocomprometidos.
De acordo com a pasta da Saúde, essa vacina será aplicada após a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) aprovar o pedido de incorporação das doses do imunizante.
Órgão do Ministério da Saúde, a Conitec é responsável por assessorar a pasta em incorporação de vacinas e medicamentos no SUS.
Embora tenha confirmado interesse em incluir a vacina contra chikungunya no calendário do sistema de saúde, o ministério não estipulou um prazo para que essa ação seja concretizada.
Em resposta ao Correio, a assessoria de comunicação da pasta restringiu-se a garantir que a aprovação da vacina pela Anvisa foi ponto crucial para que o governo a encaminhe para estudos do Conitec. Confira a nota na íntegra:
“A Chikungunya é uma doença que vem crescendo no país nos últimos anos, e a incorporação de uma vacina segura e eficaz é muito importante para a proteção da população.
Com o registro da vacina aprovado pela Anvisa nesta segunda-feira (14), o Ministério da Saúde dará início à análise para sua inclusão no SUS, a ser avaliada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).
A expectativa é que, uma vez aprovada e com capacidade produtiva, a vacina seja incorporada ao calendário nacional de vacinação, fortalecendo as ações de combate à doença no Brasil.”
Transmitida pela picada do mesmo mosquito da dengue e da zika (Aedes aegypti), a Chikungunya é caracterizada por febre alta e dores intensas nas articulações, que em alguns casos podem se tornar crônicas.
O vírus foi introduzido no Brasil em 2014 e, atualmente, há registros de casos em todos os estados do país.
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Seu impacto no Brasil deixou 421 mortes entre 2023 e 14 de abril deste ano, de acordo com o Painel de Arboviroses do Ministério da Saúde.
Nesse intervalo de tempo, ainda segundo os dados da pasta, 489,732 mil pessoas possivelmente foram diagnosticadas com chikungunya.
Com a possível incorporação da vacina ao SUS, o Ministério da Saúde ampliará as estratégias de prevenção e controle da chikungunya no país.
No momento, a prevenção a essa doença ocorre por meio do combate ao vetor (mosquito Aedes) e pelo alívio dos sintomas. Correio Braziliense
