Uma decisão do Conselho Federal de Farmácia publicada no Diário Oficial da União (DOU), na última segunda-feira (17), causou revolta entre médicos e no Conselho Federal de Medicina. Trata-se de uma resolução que dá autorização para farmacêuticos com Registro de Qualificação de Especialista em Farmácia Clínica prescreverem medicações, incluindo as que necessitam de receita médica.
De acordo com o G1, a norma passa a valer em abril deste ano. O grupo de médicos, no entanto, não gostou da ideia. O CFM questionou a capacidade que esta categoria da área da saúde tem para prescrever remédios e afirmou que essa função não faz parte do trabalho dos farmacêuticos. Ambas as profissões possuem regulamentos que definem o que faz parte de cada ofício. Na Farmácia, não há nenhum ponto direto sobre dar diagnósticos ou receitar remédios.
O CFF usou como base uma licença que o farmacêutico tem para avaliar o perfil farmacoterapêutico. A associação entende que, se eles estão habilitados para tal função, também podem prescever medicações.
