CERCADOS: Operações do GAECO contra bancos paralelos e alertas fiscais do TCE colocam prefeituras em alerta máximo

Os bastidores da política e da administração pública no Estado de São Paulo vivem dias de extrema tensão. 

Ilustração editorial do Jornal Santa Notícia mostrando forças policiais como GAECO, TCE-SP, Polícia Civil e Guarda Municipal encurralando bancos digitais e fintechs em um curral, representando o combate a fraudes fiscais e lavagem de dinheiro no Estado de São Paulo.
CERCADOS: GAECO e TCE-SP fecham o cerco contra fraudes em prefeituras
Redação — Equipe 220 Volts de Investigação
SANTA CRUZ DO RIO PARDO/SP — JORNAL SANTA NOTÍCIA (JSN)
SÃO PAULO — REPORTAGEM NACIONAL
Uma forte articulação das principais instituições de fiscalização e combate ao crime organizado acendeu o sinal vermelho nos gabinetes das prefeituras do interior e da capital.
 Operações de grande impacto do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e uma ofensiva fiscalizadora do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) indicam que o cerco contra fraudes e desvios de recursos públicos está mais fechado do que nunca.
O Pente-Fino do TCE-SP em 573 Municípios
O Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP) emitiu uma onda de alertas formais direcionada a 573 municípios paulistas. 
O órgão identificou graves irregularidades na gestão orçamentária e violações diretas aos limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. 
Com quase 90% das cidades do estado sob monitoramento rigoroso, a corte de contas sinaliza tolerância zero para manobras administrativas, contratações suspeitas e desvios de finalidade na aplicação de verbas públicas.
GAECO e PF Sufocam "Banco Paralelo" do Crime
Paralelamente, o GAECO, em atuação conjunta com a Polícia Federal e a Receita Federal, deflagrou a Operação Fluxo Oculto. 
A ação desarticulou uma complexa engrenagem financeira operada por meio de bancos digitais (fintechs) e empresas de fachada. 
O esquema funcionava como uma estrutura bancária clandestina para ocultar recursos e lavar dinheiro. 
O desdobramento faz parte de investigações profundas que já bloquearam mais de R$ 20 bilhões em bens, mirando operadores do colarinho branco e suas ramificações em fraudes fiscais e contratações fraudulentas.
Pressão na Capital: CPI dos Devedores Mira Rombo de R$ 56 Bilhões
Nos corredores do poder em São Paulo, a pressão política também aumentou com a articulação para a instalação da CPI dos Devedores. 
A comissão foca em um rombo estimado em R$ 56 bilhões decorrente de sonegações fiscais praticadas pelos 50 maiores devedores de tributos essenciais, como IPTU e ISS. 
Nos bastidores da Assembleia Legislativa (ALESP) e das esferas municipais, partidos de peso como PL, Republicanos, MDB e União Brasil enfrentam fortes divisões internas entre parlamentares que exigem a exposição total dos envolvidos e aqueles que tentam articular blindagens de última hora.
A ofensiva conjunta do Ministério Público, do GAECO e do Tribunal de Contas envia um recado claro a gestores e articuladores políticos regionais: os mecanismos de cruzamento de dados de inteligência e fiscalização alcançaram um nível de precisão inédito, e as ações de campo devem se intensificar nas próximas semanas.
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