TCE-SP aperta o cerco em Santa Cruz do Rio Pardo após prefeitura ignorar sistema gratuito e tentar empréstimo de R$ 20 milhões

Investigação TCE-SP: Contratos de Saúde Digital em Santa Cruz do Rio Pardo
🏛️ O Modus Operandi: O Raio-X do TCE-SP nos Contratos de Saúde Digital
Auditoria forense do TCE-SP em contratos de saúde digital e investigação sobre empréstimo na saúde pública de Santa Cruz do Rio Pardo com indícios de custos duplicados.
Investigação técnica: Arte digital simulando auditoria forense em contratos de saúde pública. O TCE-SP aperta o cerco contra a opacidade fiscal e indícios de custos duplicados no interior paulista. (Photo: Reprodução / Santa Notícia)
Investigação do TCE-SP em Santa Cruz do Rio Pardo revela indícios de custos duplicados na Saúde Digital
O cenário identificado em Santa Cruz do Rio Pardo caminha no sentido oposto às diretrizes de fiscalização do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP). 
Relatórios recentes da corte de contas acendem o alerta vermelho para práticas que configuram grave risco ao erário e à transparência pública:
  • 🏛️ DINHEIRO PÚBLICO: 
  • Por que gastar milhões se o Estado oferece de graça? Nova reportagem traz à tona a linha do tempo da omissão na saúde local. 
  • Enquanto plataforma sem custos obteve 80% de aprovação popular, gestão caminha no sentido oposto às diretrizes de economicidade da CF.
  • 📋 Direcionamento de Licitação: 
  • Editais com exigências técnicas excessivas ou prazos regulamentares curtos, criados sob medida para beneficiar CNPJs específicos e afastar a concorrência ampla.
  • 🎯 Falta de Fiscalização e Metas Fantasmas: 
  • Prefeituras pagam contratos milionários pela mera "disponibilidade do sistema" e não pelo número de consultas realizadas. 
  • O resultado são milhões de reais saindo dos cofres públicos enquanto a fila de espera por atendimento permanece intocada.
  • 📑 Omissão no Portal da Transparência: 
  • Ocultação de termos aditivos contratuais e notas fiscais sob a rubrica genérica de "Serviços de Terceiros", inviabilizando o controle social e o trabalho fiscalizatório das Câmaras Municipais.
🔍 O Sistema VISOR do TCE-SP
Como prova de que o Tribunal acompanha de perto essa realidade, a corte mantém a plataforma pública VISOR. 
Por meio dela, qualquer cidadão ou vereador pode consultar em tempo real os alertas emitidos contra prefeituras que ocultam dados orçamentários ou aplicam mal os recursos públicos.
A Indústria do "Custo Duplicado": 
Municípios paulistas têm contratado empresas privadas para fazer triagens e auditorias que o próprio sistema básico de saúde ou plataformas estaduais gratuitas (como o TeleAPS) já cobrem de forma integral. 
Na prática, a diferença estrutural e financeira entre as duas modalidades evidencia que a escolha pela via privada ignora a eficiência fiscal. Veja o comparativo:
🌐 O Confronto Tecnológico: 
SUS Paulista vs. Plataforma Privada
Para entender a gravidade do "Custo Duplicado" apontado pelo TCE-SP, é preciso comparar o que o Estado de São Paulo entrega sem custos com o que as prefeituras estão comprando de empresas privadas.
 TeleAPS (Governo de SP - Gratuito)
  • Custo: 
  • Totalmente zero para os cofres do município.
  • Corpo Médico: 
  • Profissionais do SUS, treinados dentro dos protocolos oficiais do Ministério da Saúde.
  • Integração: 
  • Conectado direto ao sistema de regulação do Estado (Cross), facilitando encaminhamentos para exames e especialidades.
  • Foco: 
  • Triagem inteligente, consultas de Atenção Primária à Saúde e acompanhamento de pacientes crônicos.
  • Aprovação: Índice de 80% de satisfação da população usuária.
💸 Plataforma Privada Contratada
  • Custo: Milhões de reais em dinheiro público retirados da saúde local.
  • Corpo Médico: 
  • Médicos terceirizados de cooperativas ou empresas privadas, muitas vezes sem vínculo com a rede local.
  • Integração: 
  • Sistemas isolados que não conversam com a rede estadual, gerando retrabalho nas unidades de saúde.
  • Foco: 
  • Teleconsultas genéricas, focadas em volume de atendimento e não na continuidade do tratamento.
  • Transparência: 
  • Contratos frequentemente criticados pelo TCE-SP devido à opacidade e falta de auditoria de dados.

🚨 URGENTE: 
O RAIO-X DA SAÚDE DIGITAL EM SANTA CRUZ DO RIO PARDO
Documentos oficiais revelam que a prefeitura engavetou o sistema estadual gratuito por quase 2 anos para tentar contrair um empréstimo privado de R$ 20 milhões. 
Entenda a investigação técnica, o cruzamento de dados do TCE-SP e o risco de dano ao erário.
📊 A Linha do Tempo da Omissão e a Matriz de Contradições
Os documentos provam que a prefeitura local conhecia a eficácia da ferramenta gratuita fornecida pelo Governo do Estado através da Resolução SS nº 137. 
A cronologia dos fatos evidencia a contradição administrativa:
  • 📅 Julho de 2023 | Projeto Piloto na USF Laurentino Pessunto
    • Ação Realizada: 
    • Teste de viabilidade técnica da telessaúde.
    • Narrativa Oficial: 
    • Avaliação do sistema de atendimento remoto.
    • Prova Material: 
    • Sucesso Absoluto com 280 atendimentos e 80% de aprovação popular registrados pela Secretaria de Estado.
  • 📅 Agosto de 2023 a 2026 | O Projeto vai para a Gaveta (+620 dias) quase 2 anos
    • Ação Realizada: 
    • Paralisação total da plataforma.
    • Narrativa Oficial: 
    • Silêncio administrativo total por parte da gestão.
    • Prova Material:
    • Omissão deliberada da alternativa gratuita (TeleAPS), que foi mantida oculta da população.
👤 O Prefeito e a Justificativa Oficial
O projeto do empréstimo de R$ 20 milhões foi enviado à Câmara pelo prefeito Otacílio Assis.
 A prefeitura argumentou publicamente que a operação de crédito junto à Caixa Econômica Federal visa investimentos em novas unidades, equipamentos, ambulâncias e estruturação da Saúde, negando risco de colapso fiscal.
📑 A Posição dos Órgãos de Controle
Segundo os relatórios técnicos e os alertas emitidos pelo TCE-SP, a atual gestão do município apresenta indícios substanciais de aplicação antieconômica de recursos e potencial duplicidade de custos na saúde digital. 
Os documentos oficiais da corte de contas comprovam que a insistência em manter contratos onerosos com empresas privadas, em detrimento de ferramentas estaduais gratuitas, contraria os pareceres de eficiência fiscal e gera riscos severos de responsabilização administrativa.
⚡ A Contradição dos Fatos
O confronto direto entre os documentos oficiais desmorona a narrativa da administração pública. Demonstrar tecnicamente que o município tenta empenhar um montante de R$ 20 milhões sob a alegação de "estruturar a saúde" configura uma clara contradição e potencial duplicidade de custos.
A justificativa cai por terra diante do fato incontestável de que a própria prefeitura já validou a eficácia da plataforma gratuita TeleAPS, fornecida pelo Governo do Estado de São Paulo, que possui custo zero para os cofres locais. 
O 'cárcere' imposto ao projeto gratuito por mais de 620 dias — um hiato administrativo de quase dois anos — serviu como a cortina de fumaça necessária para inflar a falsa urgência de um empréstimo de R$ 20 milhões.
Se a tecnologia estadual obteve aprovação esmagadora da comunidade na USF Laurentino Pessunto, a pergunta que a administração precisa responder é: por que gastar milhões do contribuinte se o Estado oferece o serviço de graça?
É justamente esse tipo de cenário que aciona os mecanismos de controle externo da corte de contas paulista:
  • 💻 O Cruzamento de Dados do TCE-SP: 
  • Os auditores utilizam sistemas automatizados que cruzam as notas fiscais com os dados de atendimento do SUS (DataSUS).
  • 📈 A Matriz de Risco: 
  • Quando a plataforma aponta pagamento por "disponibilidade" e não por meta atingida, o contrato entra em alerta máximo.
  • 🛑 Ação Cautelar de Suspensão: 
  • Diante do endividamento iminente de R$ 20 milhões, o TCE-SP costuma emitir uma Medida Cautelar para barrar a assinatura.
  • ✍️ A Obrigação de Provar: 
  • O ato suspende o processo até que a prefeitura comprove cabalmente a impossibilidade de uso do sistema gratuito estadual.

⚖️ Ancoragem Jurídica e Violações Legais Primárias
A conduta da administração municipal, ao ignorar alternativas gratuitas em prol do endividamento, colide diretamente com o ordenamento jurídico brasileiro e pode ensejar sanções severas aos gestores em duas frentes:
1. Ofensa Direta à Eficiência e Economicidade (Arts. 37 e 70 da CF)
O administrador é obrigado a buscar a maior economia na gestão do dinheiro público. Contrair empréstimo de R$ 20 milhões com juros por décadas para um serviço de custo original zero viola gravemente a modicidade das despesas.
  • Jurisprudência de Custos Duplicados: 
  • O entendimento pacificado aponta que contratar serviços privados existindo programas públicos gratuitos idênticos configura desvio de finalidade e gasto antieconômico.
2. Configuração de Improbidade Administrativa e Dano ao Erário (Lei 8.429/92)
A insistência em ignorar a plataforma estadual gratuita para abrir espaço a contratos onerosos ou endividamentos pode ser enquadrada no Artigo 10 da Lei de Improbidade Administrativa (lesão ao erário por negligência na conservação do patrimônio público). 
Os gestores ficam sujeitos à perda da função pública, suspensão dos direitos políticos e à obrigação de ressarcimento integral do prejuízo causado aos cofres de Santa Cruz do Rio Pardo.
Nota da Redação: O Santa Notícia mantém o seu compromisso estrito com a transparência e o interesse público. Informamos que o espaço deste veículo de comunicação permanece aberto para que a Prefeitura de Santa Cruz do Rio Pardo e os seus gestores venham a público prestar os devidos esclarecimentos à população sobre os fatos e documentos apontados pelo TCE-SP. Até o momento, a administração municipal optou pelo silêncio.
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